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Professores empreendedores

13/10/20

Por Celso Niskier

Em recente participação no programa “Conversa com Bial”, o ex-presidente e atual vice-presidente da ABMES, Janguiê Diniz, debateu com o professor Celso Napolitano, presidente da Federação dos Professores do Estado de São Paulo, a questão da expansão da educação a distância no Brasil.

Durante o debate, mostrando pontos de vista divergentes, ficou claro que muitos sindicalistas ainda acreditam em um modelo do professor como único dono e entregador do conhecimento. Essa não é mais a realidade.

O professor transformou-se em um facilitador da aprendizagem, sabendo que os estudantes podem acessar fora da sala de aula múltiplas fontes de conhecimento.

Por isso, no modelo da Educação a distância, a figura do tutor é um apoiador das atividades de aprendizagem do aluno, não podendo ser comparado com os professores tradicionais de sala de aula.

Em um mundo cada vez mais competitivo pela atenção dos estudantes, cabe a esse novo professor a tarefa de gerar engajamento dos estudantes com os conteúdos, muitas vezes em formato digital, e para isso novos talentos e habilidades serão cada vez mais exigidas. Pode-se vislumbrar, no futuro, um número pequeno de professores atingindo um volume muito grande de estudantes, através da mediação tecnológica.

Esses serão verdadeiros empreendedores de si mesmos, capazes de gerar atenção e engajamento pela qualidade do conteúdo e também pela destreza da sua comunicação com os estudantes. Podemos imaginar, também, em um futuro não tão distante, consórcios de instituições sendo formados para oferta de conteúdos produzidos por grandes profissionais do mercado, em formato de cursos de extensão. Para que possam se adaptar e prosperar neste admirável mundo não tão novo assim, o que se chama hoje em dia de “novo normal”, os professores deverão se ver como empreendedores do conhecimento, incentivando as suas marcas próprias e buscando formas de alcançar um número cada vez maior de estudantes, através de plataformas digitais transnacionais.

Essa é uma realidade inexorável, para qual muitos interesses corporativistas ainda resistem, baseados em um modelo de sala de aula que ficou obsoleto.

A força do professor está no seu conhecimento e no seu talento para transmitir o conhecimento, e não mais em títulos ou em cátedras exclusivas e estanques. Quem souber se adaptar a esse novo modelo terá espaço crescente na sociedade pós-digital.

Vamos nos preparar para essa nova realidade?

Fonte: ABMES