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O contador do futuro

22/02/19

Em um passado nem tão distante, o contador era visto meramente como guarda-livros. A função estava associada a burocracia, papéis, notas etc. Com o tempo, as mudanças tributárias e os avanços tecnológicos, o contador expandiu atribuições, participando da gestão de uma organização, contribuindo com sugestões e ações que possam embasar decisões a serem tomadas pelo board.

A evolução da profissão teve início há cerca de 20 anos, quando o governo adotou a nota fiscal eletrônica, que dificultou a sonegação de impostos. O profissional de contabilidade passou a ser mais valorizado, pois, para uma organização controlar seus custos e despesas corretamente, informações precisas se tornaram fundamentais. O contador passou a gerenciar os dados eletrônicos enviados ao Fisco.

Os avanços tecnológicos possibilitaram a automatização de diversas tarefas do dia a dia do contador, aumentando assim sua produtividade. Hoje, existem sistemas gerenciais que integram todos os dados contábeis dos clientes. O contador moderno e eficiente vai desempenhar um trabalho de inteligência, analisando as informações e gerando os relatórios necessários. Somos, hoje em dia, detentores da informação.

Além desses pontos, a globalização exigiu a frequente atualização dos profissionais. As transações econômicas realizadas com diferentes países mostraram a necessidade de uma padronização nos procedimentos contábeis. Antes da uniformização das normas, uma multinacional americana que tivesse filial no Brasil tinha que ter um especialista que convertesse o balanço daqui para um nos moldes dos padrões dos Estados Unidos.

Como a adaptação às normas é uma exigência relativamente recente, está havendo uma demanda reprimida de contadores no mercado. Os profissionais mais antigos estão optando por se aposentar em vez de se atualizar. E, por sua vez, aos recém-formados, falta a experiência de mercado. Com isso, todos os dias há o anúncio de vagas para contabilidade. É um curso em que a pessoa consegue ter seu próprio rendimento financeiro rapidamente. Ainda na faculdade, o aluno pode oferecer seus serviços para fazer imposto de renda, depois pode trabalhar em um escritório de contabilidade, fazendo análise contábil e depois segue crescendo.

Há diversas funções que o profissional da contabilidade pode exercer: contador de empresas de diversos portes – do botequim a uma multinacional, perito contábil, auditor, consultor fiscal, contador público ou controller. Atualmente, o profissional mais bem remunerado é o controller, pois ele é um gestor que atua na área de planejamento e controladoria, se tornando, assim, um forte aliado para o crescimento de uma empresa. Entre todas essas funções, o controller é o que precisa ter o olhar mais estratégico, porque além de analisar, como os demais, ele também vai executar as ações.

Na UniCarioca há uma pós-graduação em Controladoria e Tributos. Acredito que aqueles que se especializam nas áreas de controladoria, auditoria e fiscal têm muita condição de ser bem sucedido. Esses três campos abrangem um mercado próspero da profissão. Mas, independentemente do caminho que o profissional seguir, invariavelmente, ele vai precisar ter um perfil proativo, comunicativo, responsável e prático.

Diante de tantas transformações, acredito que no futuro duas posições vão se sobressair: o controller e o auditor. Ambos atuando como consultores. A tendência a médio e longo prazo é o contador virar um grande especialista financeiro, contábil e administrativo de uma organização.

O fato é que o profissional de contabilidade está sempre se reinventando. Há 30 anos, quando me formei, planejamento tributário e análise tributária eram atribuições para um advogado. Não entravam na grade curricular do curso de Contabilidade. E Gestão Financeira era função de um administrador ou economista. Atualmente, o controller já executa esses serviços. Estamos ocupando mais espaços.

A contabilidade é uma profissão que existe há oito mil anos e nunca vai morrer. O futuro é promissor, cabe à nova geração continuar se reinventando e perceber que independentemente do sistema da vez ou da tecnologia adotada sempre será preciso uma pessoa para fazer o trabalho de inteligência. Enquanto for assim a profissão permanece.