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Lições do passado para construir o futuro

25/01/21

Por Celso Niskier

Há três anos me peguei refletindo sobre a proximidade dos 30 anos da UniCarioca. Fundada em 1990 a partir da união de um sonho com uma oportunidade, a instituição chegou em 2020 reconhecida como o melhor centro universitário do Rio de Janeiro e um dos melhores do país. Mas essa jornada não foi nada simples. Entre as salas alugadas no Colégio São Pedro de Alcântara e os dois campi hoje existentes, muito trabalho e determinação roteirizaram essa história.

Entre os resultados daquela reflexão está a publicação do livro Uma História de Garra e Talento, organizado pela jornalista Suzana Liskauskas e por mim. Ali, em um grande exercício de síntese, é contada boa parte da trajetória da UniCarioca. Aliás, ao mergulhar na narrativa, o leitor logo descobre que a vocação familiar para a educação antecede, em muito, o surgimento da instituição. O gene e a inspiração que culminaram na então Faculdade Carioca de Informática são herança da minha avó materna, Paulina Dain Buchmann, professora do tradicional Instituto de Educação do Rio de Janeiro.

O pano de fundo dessa história conta com um doutorado no Imperial College of London interrompido no meio do caminho (embora a ideia fosse retornar para concluir, o que não aconteceu e o doutorado só foi possível em 2010 aqui mesmo no Brasil); um país que havia acabado de eleger seu presidente da República por meio do voto direto depois de décadas; um confisco da caderneta de poupança que impactou drasticamente pequenos e médios empresários (incluindo esse que vos escreve); algumas mudanças da sede para outros colégios, já que ter nosso próprio espaço levou um tempo; o impeachment do presidente; e muitos outros acontecimentos e desafios.

Contudo, maior do que as dificuldades políticas e econômicas que o país atravessava era a vontade de fazer aquele propósito de vida dar certo. Entre idas e vindas, projetos exitosos e outros nem tão exitosos assim, investimentos em tecnologia, inovação e olhar empático para as comunidades docente e estudantil, fomos construído a base do que hoje é a UniCarioca.

Nada disso teria sido possível sem a colaboração de mentes e corações valorosos. Para além do clichê, a instituição é, efetivamente, o resultado do empenho e da dedicação de algumas peças-chave ao longo desses 30 anos. Como costumo dizer, “a UniCarioca é uma obra coletiva de amor e solidariedade”. Cada passo dado à frente, cada conquista foi resultado do trabalho árduo e coletivo da família UniCarioca.

Outra família fundamental ao longo dessa caminhada foi a minha. Para além da compreensão das ausências em momentos cruciais para a instituição, todos foram essenciais para a consolidação da UniCarioca. Meu pai, Arnaldo Niskier, foi quem me informou com grande ânimo sobre um educador que estava se desfazendo de uma carta consulta de um curso superior de Tecnologia em Processamento de Dados. “É a sua chance, filhão!”. Andréa Levy Niskier, minha companheira de vida, sempre fez muito mais do que apoiar as minhas decisões. Ela foi – e ainda é – protagonista de toda essa construção. Hoje coordena a Ouvidoria da instituição, voltada para promover o aprimoramento dos serviços educacionais oferecidos.

Fazer esse exercício de organizar e sistematizar as informações relativas aos 30 anos da instituição foi importante para termos uma dimensão de quanta garra e talento precisaram ser empenhados ao longo das décadas. Mas, talvez, o mais importante seja a provocação motivada pelo resgate histórico: qual instituição precisamos construir e onde queremos estar daqui a 30 anos?

A adaptação às novas demandas da sociedade digital deve ser o maior desafio nas próximas décadas. Nem tanto por conta da instituição, que tem tecnologia e inovação no seu DNA, mas em virtude da realidade brasileira que ainda mantém significativa parcela da sua população desconectada.

Importante ressaltar que quando falo em futuro e tecnologia é natural pensar em criações tecnológicas disruptivas e ambientes totalmente tecnológicos. No entanto, talvez o diferencial esteja em usar a tecnologia para tornar as instituições cada vez mais humanas, promovendo a verdadeira conexão de pessoas por meio de ferramentas tecnológicas. Afinal, “o passado ensina, mas é o futuro que constrói”.

Fonte: ABMES