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Design assume protagonismo nos negócios

13/05/19

Por AJ. Chaves

“A primeira impressão é a que fica”. Para quem trabalha com design, o conhecido ditado popular soa ainda mais familiar e reforça a importância de impressionar o cliente a partir de uma imagem, de um novo formato ou embalagem. Não é exagero: causar boa impressão tem o poder de sentenciar o futuro de uma empresa, tanto de forma positiva quanto negativa. O design precisa ser estratégico, eficaz, certeiro, precisa grudar na memória. Deve despertar o interesse de pessoas que podem se tornar futuros consumidores. Tudo num simples olhar, quase instantaneamente.

Em um mercado competitivo, a empresa que inova em sua comunicação visual já larga com expressiva vantagem. Folhetos, outdoors, painéis, folders, banners, embalagens, rótulos, websites e tudo o mais que envolve a identidade de uma marca fazem parte do trabalho de um profissional de design. Caberá a ele traduzir / resumir em uma imagem todo um conceito.

É interessante observar que, até poucas décadas atrás, o design era importante, mas não vital. Faltava dimensionar o seu real potencial de aliado nos negócios. Deste passado relativamente recente até os dias atuais, entendeu-se que design não é sinônimo de complexidade, e sim de identidade. São incontáveis os exemplos. Que outras embalagens de refrigerante têm um design tão conceitual quanto a Coca-Cola? Como três círculos negros sobrepostos imitando o desenho do Mickey se firmaram como sinônimo da marca Disney?

Hoje, empresas buscam a embalagem mais atraente, o conceito visual mais clean. Tudo isso exige estudo, conhecimento. Quando vemos um “f” estilizado, entendemos imediatamente que se trata do Facebook. O mesmo se aplica ao “G”, de Google. E, apesar de ambas serem representadas por um “H”, há toda uma diferença conceitual entre a Honda e a Hyundai. Nada disso foi criado por acaso. Houve muito estudo, muitas horas gastas e múltiplas tentativas até chegar ao resultado final.

Tanto em momentos difíceis quanto em períodos favoráveis, todas as empresas de todos os tipos e tamanhos buscam garantir a sobrevivência em um primeiro momento e a expansão de negócios mais à frente. Cada uma, dentro de seu orçamento e possibilidades, precisa de uma identidade visual que traduza a sua marca. O designer é o especialista que todas as empresas necessitam. Sim, inúmeros softwares criam marcas gratuitamente, bastando informar nome da empresa e o ramo de atividade. Mas não garantem o principal: total adequação e exclusividade.

O trabalho de um designer vai custar mais caro, mas, se pensarmos em médio e longo prazo, garantirá a durabilidade que uma marca necessita, evitando o retrabalho (e um custo maior) de se pensar em curto prazo em uma nova marca, mais adequada ao posicionamento de mercado. O mesmo conceito vale para o design de uma loja, física ou virtual, ou para uma embalagem. Nada se compara ao trabalho de um profissional capacitado. É um investimento essencial e, com certeza, valerá a pena, tanto para as empresas que estão ingressando no mercado quanto para as já estabelecidas. Marcas precisam acompanhar o tempo, as mudanças do mercado, do público, do mundo.

E com tanta demanda e desenvolvimento, o design também está em constante evolução, com digitalização e personalização crescentes. O designer do futuro, que já preparamos na UniCarioca do presente, precisará estar cada vez mais atento ao equilíbrio entre a interface do usuário (UI) e à experiência do usuário (UX), profundamente ligadas. Toda a jornada do usuário, hierarquia de informação e pontos de contato precisarão ser pensados cuidadosamente pelo UX designer, e o UI designer deve conseguir apresentar essas informações de maneira clara e visualmente interessante, tornando cada experiência mais próxima dos anseios do usuário.

Uma vez que o design largou o papel de coadjuvante e assumiu sua posição de protagonista, no futuro próximo haverá cada vez mais utilização de softwares gráficos, animações tridimensionais, inteligência artificial e impressoras 3D. Além disso, como a criatividade deixou de ser “monopólio” da área de design, os designers deverão procurar conhecimentos adicionais em contextos multidisciplinares para continuarem a prestar um serviço de excelência. E o espaço acadêmico, sempre voltado ao aprendizado prático-criativo, continuará permanentemente aberto às inovações, ao debate das transformações na sociedade e no mercado, aos diferentes ângulos e possibilidades de um mesmo projeto.

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Antônio José Chaves é Coordenador de Jornalismo, Design e Pós em Mídias Sociais